Turbilhando

tourbillon de ma vie.
Nov 8 ’09

Nov 6 ’09
Curta “Um começo e meio”

Curta “Um começo e meio”

Nov 3 ’09

Velásquez

“Depois dos cinqüenta anos, Velásquez parou de pintar coisas definidas. Ele rodeava os objetos com o ar, com o crepúsculo, capturando na sua sombra e fundos atmosféricos… as palpitações da cor… que formavam o invisível núcleo de sua sinfonia silenciosa. Sendo assim, ele apenas capturava… aquelas misteriosas interpretações de forma e tom que formam uma constante, uma progressão secreta, que não é traída ou interrompida nem por choques ou sobressaltos. O espaço reina supremo. É como se uma onda etérea, deslizando pelas superfícies, absorvesse suas emanações visíveis, as definisse e modelasse, e depois as espalhasse como um perfume, um eco delas mesmas, um impalpável e espalhado pó. O mundo em que ele vivia era um de tristeza: um rei degenerado, infantes doentes, idiotas, anões, aleijados, um bocado de aberrações burlescas vestidas como príncipes, cuja função era a de rirem de si mesmos… e divertir uma casta que vivia fora da lei, prisioneira da etiqueta, complôs e mentiras, atrelados pelo confessional e remorso, com a inquisição e silêncio à porta.
Um espírito de nostalgia permeia seu trabalho, mas ele evita o que é feio, triste, ou cruelmente mórbido acerca daquelas crianças oprimidas. Velásquez é o pintor da noite, de espaços abertos e silêncio, mesmo quando ele pintava em plena luz do dia ou num quarto fechado, mesmo com a sombra da batalha ou a caçada em seus ouvidos. Como raramente saíam de dia, com tudo afogado em tórrida luz da manhã, os pintores espanhóis comungavam com a noite.”

Nov 3 ’09

“Eu quero a sina de um artista de cinema
Eu quero a cena onde eu possa brilhar
Um brilho intenso, um desejo, eu quero um beijo
Um beijo imenso, onde eu possa me afogar…”

Oct 28 ’09

Jeanne Moreau - Les Amants

Oct 27 ’09

E de uma vez por todas,

eu entendi a diferença do pensar pro sentir. Não senti nada. Nada do que minha cabeça me dizia. E não foi uma vez, foram várias.
Talvez me seja difícil entender que eu sou assim e ponto. O dia que eu conseguir deixar fluir, sem querer inventar, talvez - só talvez, eu fique mais leve.

Para ilustrar:

I pack my case, I check my face
I look a little bit older
I look a little bit colder
With one deep breath, and one big step
I move a little bit closer, I move a little bit closer
For reasons unknown…

I caught my stride, I flew and flied
I know if destiny’s kind, I’ve got the rest on my mind
Well my heart, it don’t beat, it don’t beat the way it used to

And my eyes, they don’t see you no more
And my lips, they don’t kiss, they don’t kiss the way they used to
And my eyes don’t recognize you no more

For reasons unknown
For reasons unknown

It was an open chair
We sat down in, the open chair

I said if destiny’s kind, I’ve got the rest on my mind

Oct 27 ’09

Bling

It ain’t hard to hold,
When it shines like gold,
You’ll remember me.

Oct 26 ’09

Um belo dia, acordei e pensei

“Quero ser incrível!”

E foi a partir deste beeeeeeelo dia, que eu comecei a fuder com a minha vida e com a minha pessoa.

Oct 26 ’09

Hoje, no ápice de uma felicidade momentânea (pra mim isso é redundância), eu me deparei com um medo simples.

Medo da vida.

Do que eu não conheço mas entendo. E não o contrário!

Deu vontade de voltar pro meu deserto. Pra esperar Godot.

Oct 25 ’09
fuckyeahfrenchcinema:

Catherine Devenue, Jean-Paul Belmondo and François Truffaut

fuckyeahfrenchcinema:

Catherine Devenue, Jean-Paul Belmondo and François Truffaut

56 notes (via fuckyeahfrenchcinema)

Oct 25 ’09

No banheiro do shopping.

Ela precisa matar tempo, então pega seu inseparável caderninho. Começa a rabiscar sobre o assunto que liderou seus pensamentos o dia todo: um desconhecido. Quando lê o que escreveu, acha ridículo, rasga a folha, fazendo um barulho nada comum de se ouvir num banheiro, e acha isso engraçado. Joga a folha na lixeira ao seu lado e percebe o quanto esse papel amassado se destoa dos outros papéis… higiênicos. O que alguém pensaria se visse essa folha estranha no lixo? Será que alguma alma curiosa leria e imaginaria histórias sobre a autora daquele pequeno texto rejeitado?
Resolveu, então, escrever. E escreveu, ao som de músicas-ambiente e conversas inúteis de mulheres que falam alto. E concluiu: que ridículo, ninguém mexeria num lixo nojento de banheiro, pra pegar um papel amassado.. ninguém é tão curioso assim! Com isso, matou uns 10 minutos do seu tempo.

E quando chegou em casa, escreveu esse texto no seu blog, com algumas mudanças. ;)

Oct 19 ’09

“O passado desvincula-se da noção de continuidade, porque existe enquanto realidade morta, afastada da realidade cotidiana”

Oct 19 ’09
A linha - o infinito; o círculo - a repetição; o ponto - a solidão.

Oct 17 ’09

Luz ofuscante.

Eu sou um deserto. De pensamentos, de sentimentos, de idéias, expressões, de voz, de corpo, de história.
Ontem eu queria contar isso prumonte de alcoolizados, que iam me ignorar e continuar suas jornadas noite adentro.
Então me calei. Mas quiseram me inquietar mais uma vez… e conseguiram.
Vou voltar pro meu deserto, que lá é mais seguro, não corro o risco de perder ninguém assim.

Eu não sei se serei inquietada de novo, não sei se quero, mas sei que não posso. E sei que minha voz do destino me diz que não serei. Portanto esse assunto se dá por encerrado aqui e agora.

“Deserto. Luz ofuscante. Um homem é atirado da perna direita…”

Oct 17 ’09
Catarina faz coisas, uma por uma e vai em toda direção. Ela é uma força da natureza e se expressa por cataclismos. Ela vive cada momento com lucidez e harmonia, guiada por seu sentimento de inocência.
- Você a faz soar como uma rainha.
- Ela é uma rainha! Para ser franco com você, ela não é especialmente bonita, inteligente nem sincera, mas ela é uma mulher sincera. E ela é a mulher que nós amamos e todo homem deseja. Por que Catarina, então buscada depois, se ofereceu a nós ambos o presente de sua presença? Porque nós demos nossa total atenção, como se para uma rainha.

Catarina faz coisas, uma por uma e vai em toda direção. Ela é uma força da natureza e se expressa por cataclismos. Ela vive cada momento com lucidez e harmonia, guiada por seu sentimento de inocência.

- Você a faz soar como uma rainha.

- Ela é uma rainha! Para ser franco com você, ela não é especialmente bonita, inteligente nem sincera, mas ela é uma mulher sincera. E ela é a mulher que nós amamos e todo homem deseja. Por que Catarina, então buscada depois, se ofereceu a nós ambos o presente de sua presença? Porque nós demos nossa total atenção, como se para uma rainha.